Conferência Anual APS 2017 | 04-12-2017
"A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE SEGURADORA NA ECONOMIA PORTUGUESA"

Lisboa, CCB, 04.12.2017


Intervenção de Abertura do Presidente da Associação Portuguesa de Seguradores


Senhor Presidente do Conselho Economico e Social,

Doutor António Correia de Campos

Senhor Presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, Doutor José Figueiredo Almaça;

Senhor Assessor Económico da Casa Civil do Presidente da República, Doutor Hélder Reis,

Membros do Conselho Consultivo do Estudo;

Senhor Professor Francesco Franco; 

Senhoras e Senhores Conferencistas;

Caros Associados;

Minhas Senhoras e Meus Senhores;



Sejam bem-vindos à conferência anual da Associação Portuguesa de Seguradores.

É com enorme gosto e honra que presido a esta sessão, que acredito  será proveitosa para todos.

O tema da nossa conferência é o da Importância da Atividade Seguradora para a Economia Portuguesa. Um tema absolutamente central mas que, frequentemente, passa despercebido do grande público e dos decisores políticos.

Porventura, por boas razões : a atividade seguradora não é, regra geral, protagonista de crises, as empresas de seguros são conservadoras nos seus investimentos, têm um muito baixo índice de reclamações e não são noticia quando pagam indemnizações.

Mas esta característica discreta da atividade seguradora, de bom aluno do setor financeiro, não nos deve inibir de estudar e aprofundar a sua real importância na economia.

Daí que tenhamos escolhido este tema para a nossa conferência anual. E temos connosco conceituados especialistas de diversas áreas do saber, do setor, decisores públicos e privados, associados e ilustres convidados, e não tenho dúvidas que todos contribuirão para uma tarde bem passada e profícua.

Porém, antes de passar a palavra aos nossos conferencistas quero deixar aqui um registo mais pessoal sobre a importância da atividade seguradora.

A existência ou a não existência do seguro é muitas vezes a diferença entre a recuperação rápida ou a recuperação lenta de um acontecimento, mais ou menos grave, mais ou menos incontrolável.

Ainda na semana passada, eu e alguns dos que aqui estão  presentes, que me acompanharam, pudemos testemunhar isso mesmo no terreno, numa visita que fizemos a Viseu e Coimbra para contactar de mais perto as pessoas e empresas seriamente afetadas pelos incêndios de outubro deste ano.

Essa visita -- que recomendo que todos façam -- é uma lição de vida, porque permitiu-nos constatar a extraordinária capacidade dos nossos concidadãos para enfrentar momentos de grande adversidade, colocando inclusivé em risco a sua própria vida. E também, não menos importante, a sua enorme generosidade, quer nos momentos de maior perigo, ajudando outros que estavam em dificuldade, como nos momentos subsequentes de recuperação. Foram relatos emotivos os que ouvimos, sobre a forma como as pessoas se têm ajudado umas às outras, e sobre as motivações que levam aqueles que tudo perderam a terem vontade e força de reerguer o que foi destruído.

Mas foi, também, muito gratificante ouvir estas pessoas elogiarem a forma humana como os peritos das seguradoras trataram os casos desde a primeira hora, a forma célere e correta como os sinistros foram regularizados e o papel essencial que o seguro teve na decisão e no processo de reconstrução.

Ter seguro fez, de facto, toda a difererença.

E foi  importante:

para as pessoas;

para as empresas e seus trabalhadores;

e para a economia local.

Mas o setor não se limitou, este ano, a cumprir a sua função de fazer seguros  e pagar os sinistros.

Este ano, face aos terríveis incêndios, sem paralelo, que assolaram o país, a generalidade das empresas de seguros nossas Associadas foram mais longe e criaram, excecionalmente, um Fundo de Solidariedade de 3,5 milhões de euros para apoiar os familiares das vítimas desses incêndios, assim como os feridos graves.

Este papel solidário das seguradoras, que se traduziu num apoio às vítimas por via da disponibilização de recursos financeiros em tempo record, permitiu evidenciar a vocação mais humanista e menos economicista desta atividade, fazendo chegar com rapidez e com justiça, a ajuda às pessoas que dela mais precisavam.

Nesta minha intervenção inicial, quis reforçar esta faceta mais humana da atividade seguradora, porque a importância e a qualidade do serviço que é prestado tem muito que ver com a conjugação equilibrada destas duas facetas: a humana e a económica. E é preciso saber comunicar as duas, num país que enfrenta insuficiências relevantes em matéria de literacia financeira. 

É sabido que os portugueses contratam ainda poucos seguros e não é, por acaso, que os prémios de seguro per capita em Portugal estão abaixo da média, quando comparados com os outros países da União Europeia, e que o rácio de penetração dos seguros, medido pelo indicador de prémios sobre o PIB, também está aquém da média da União Europeia.

Mas uma atividade que coloca à disposição das pessoas e das empresas mecanismos de segurança e de proteção, dos mais inovadores aos mais tradicionais, que as podem acompanhar desde o dia em que nascem ou se constituem, até ao dia em que morrem ou se extinguem é, de certeza, relevante para a economia e para o país, e é uma atividade de futuro, que merece ser valorizada.

O estudo que hoje vai aqui ser apresentado, é precisamente um passo e um contributo para uma melhor valorização e compreensão da importância desta atividade.

Por isso, convido todos a que se juntem ao debate e reflexão que vai ter lugar.

Aproveito para agradecer a todos os conferencistas que, generosamente, nos vão oferecer o seu tempo e saber, e também à Helena Garrido, uma jornalista de referência que conhece bem o setor e que irá orientar e moderar os painéis.

Uma palavra final de apreço ao Senhor Presidente da República por se ter associado a esta sessão, na pessoa do seu Assessor Doutor Hélder Reis o que, naturalmente, muito nos honra.


Muito obrigado

José Galamba de Oliveira

Presidente da Direção da APS

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