LISBOA PODE PERDER 12 MILHÕES DE EUROS EM 10 ANOS, DEVIDO AOS NOVOS RISCOS URBANOS

Lisboa, 20 maio 2016



Sismos, Inundações, Dívida Pública e Choque Petrolífero com impacto no PIB


Lisboa pode perder 12 mil milhões de euros

em 10 anos devido aos novos riscos urbanos


Um estudo internacional - Lloyd's City Risk Index (1) -, apresentado ontem na abertura do XVI Encontro de Resseguros, organizado pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS), revela que as cidades de todo o mundo estão sob uma crescente ameaça de novos riscos urbanos, sejam eles naturais, financeiros ou de saúde e que estes têm um forte impacto no PIB das grandes cidades e dos países em geral.


O estudo, que analisou os impactos dos novos riscos até 2025 em 301 grandes cidades de todo o mundo, conclui que o PIB de Lisboa poderá sofrer impactos negativos consideráveis, que são quantificados em perto de 12 mil milhões de euros. Segundo o mesmo estudo, os principais riscos a que está exposta a cidade de Lisboa são inundações e sismos; exposição à dívida pública e um eventual choque petrolífero mundial.


Inundações com impacto de 270 milhões de euros no setor segurador


A gestão do risco nos tempos modernos é o tema geral do Encontro Internacional que está a decorrer no Estoril e onde a APS reúne os maiores responsáveis internacionais e nacionais do setor segurador e ressegurador e representantes de outras entidades.


Na sessão de abertura, Pedro Seixas Vale, presidente da APS, recordou que os riscos cibernéticos, financeiros e as alterações climáticas são importantes ameaças nos dias de hoje, a que o setor segurador está atento, procurando adaptar-se e encontrar as melhores soluções para as consequências que estes fenómenos trazem para os seus clientes, as empresas seguradoras e resseguradoras e para a sociedade em geral.


Por exemplo, as grandes inundações dos últimos cinco anos em Portugal tiveram um custo de 270 milhões de euros para o setor segurador, segundo avançou Tomé Pedroso, Presidente da Comissão Técnica Não Vida da APS. Este responsável explicou que os custos para a economia e a sociedade derivados destes fenómenos são ainda maiores e que para evitá-los é necessário que se estabeleça um sistema integrado de gestão destes riscos, em que participem as seguradoras, os municípios, a proteção civil e a população.


Albufeira investe 28 M€ em Plano de Prevenção de Cheias


Na linha do que referiu Tomé Pedroso, prevenção foi uma palavra chave referida pelo Presidente da Câmara de Albufeira, Carlos Silva e Sousa, que no ano passado enfrentou uma das maiores cheias dos últimos cem anos na cidade e que tiveram um custo para as seguradoras de 15,5 milhões de euros.


"Este valor prova que as seguradoras encararam o problema com seriedade e ajudaram a população a ter os seus problemas minimizados. Por isso quero desde já agradecer ao setor segurador", referiu o Presidente da Câmara de Albufeira na sua intervenção, onde destacou que para evitar novas inundações e novos custos para a cidade, há que prevenir.


Carlos Silva e Sousa explicou que Albufeira vai ter um Plano de Prevenção de Cheias que passará, entre outras possíveis soluções, por um plano de drenagens, revelando o presidente da Câmara da cidade algarvia que este plano de prevenção irá significar no total um investimento de 28 milhões de euros.


As catástrofes naturais como as inundações não são, no entanto, a única preocupação dos seguradores e resseguradores, que no encontro internacional que prossegue hoje no Hotel Palácio no Estoril, abordarão também por exemplo o crescimento e impacto dos ciber riscos e dos riscos financeiros.


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(1)   http://www.lloyds.com/cityriskindex/locations/city/lisbon






Para mais informações:

Francisco Crujo - fc@cunhavaz.com - 93 601 83 35

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